02 de Junho, às 18h30 - Entrada Franca


A VINGANÇA DE CHICO MINEIRO, de Alex Prado. São Paulo, 1978.
Com Alex Prado, Madalena Bitencourt, Nelson Valmini, Eduardo Nicolini.

a vingança de chico mineiro alex prado

Intuitivo e auto-didata como todos os grandes mestres, Rubens da Silva Prado (também conhecido como Alex Prado) é um dos maiores nomes do chamado “faroeste feijoada” – resposta tupiniquim ao mundialmente aclamado “western-spaghetti”. Formado nos estúdios de Primo Carbonari, onde aprendeu o ofício de cineasta, Rubens realizou seu primeiro longa-metragem, o clássico Gregório 38 (1969), no peito e na raça, contando apenas com a ajuda dos amigos. O filme, um bang-bang de tirar o chapéu, inaugurou a retomada do gênero pelo cinema brasileiro e deu o pontapé inicial para a exploração de um novo filão por outros diretores e produtores da Boca do Lixo. Depois do enorme êxito de Gregório 38 (personagem por ele criado e que ficaria eternamente associado a sua figura), Rubens realizou outros westerns na mesma linha, como o sempre lembrado Sangue em Santa Maria, e investiu em outros gêneros, como os filmes policial e erótico. Seu mais recente trabalho, O Maníaco do Parque, baseado na tragédia que abalou São Paulo, permanece inédito nos cinemas.


alex prado alex prado
os vilões alex prado


Rubens Prado é diretor, produtor e protagonista – ele acumula estas e outras funções em quase todos os seus filmes – de A Vingança de Chico Mineiro (1978), uma adaptação cinematográfica para a célebre canção eternizada pela dupla Tonico e Tinoco. No túmulo do irmão Chico, cruelmente assassinado por bandidos a serviço de um grande latifundiário, Juca (Alex Prado) jura vingança e só vai descansar quando destruir seus inimigos – custe o que custar...


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Próximo filme:
NA MIRA DO ASSASSINO (1967)


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26 de Maio, às 18h30 - Entrada Franca


O QUINTO PODER, de Alberto Pieralisi. Rio de Janeiro, 1963.
Com Eva Vilma, Oswaldo Loureiro, Augusto César Vanucci e Sebastião Vasconcelos.



o quinto poder


Um clássico do cinema de ficção científica que precisa ser urgentemente redescoberto – provavelmente, o mais “psicotrônico” de todos os filmes. O quinto poder é um alerta sobre os perigos da propaganda subliminar. Agindo na clandestinidade, uma potência estrangeira usa os meios de comunicação de massa para transmitir mensagens subliminares, com objetivo de espalhar o pânico e a paranóia entre a população e desestabilizar o país. Só aqueles que não assistem televisão ou escutam rádio, estão imunes aos efeitos maléficos da “propaganda invísivel”. Destaque para a fotografia de Ozen Sermet. Um dos filmes mais bem realizados de toda
história do cinema brasileiro. Excelente aproveitamento das locações e uso engenhoso de imagens de arquivo (nas cenas de tumultos de rua).


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Carlos Reichenbach fala sobre o filme: O quinto poder, de Alberto Pieralisi, é um dos poucos clássicos do cinema policial brasileiro e um dos mais autênticos projetos de produtor, no caso o jornalista Carlos Pedregal. O filme é premonitório e ao mesmo tempo um "thriller" emocionante. A seqüência de briga no teto do bondinho do Pão de Açúcar é mais bem filmada que qualquer James Bond milionário.”


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"Propaganda subliminar arma terrível de subjugação do comportamento coletivo, capaz de dirigir o subconsciente das pessoas sob sua influência e que, dominadas num transe para-hipnótico, deixam-se levar como robots humanos. O estranho método projeta slogans sugestivos, de captação inexequível pelos sentidos, emitidos à velocidade acima de 30 mil ciclos por segundo. Seu raio de ação alastra-se em profundidade, a cada 50 horas, e não dura muito, gradativamente, tem a sua mercê cúmplices involuntários e inconscientes de uma campanha sem precedentes ou limites. O Quinto Poder caracteriza esse objetivo em um estado avançado, procurando alertar sobre as comarcas letais a que se pode ir com a arma subliminar: a conspiração política. Uma potência estrangeira interfere na rede de rádio e televisão do Brasil - com isso pretende incutir nos telespectadores e radiouvintes, que constituem a grande maioria do povo, um lote de "mensagens" ideológicas que vão possibilitar a obtenção de minérios importantes, quando os esfeitos de fixação mental derem campo favorável. Crimes horríveis começam a ser praticados, predominam o nervosismo, a ansiedade. Para desfechar o golpe, revestindo de êxito o complot, estão prontos os agentes secretos." Paulo Perdigão (Diário de Notícias, 3/4/1964)


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“O tratamento fílmico dado a esta história é dos mais insólitos entre os feitos no Brasil. O clima de tensão, "suspense", obtido lembra inclusive os trabalhos de William Cameron Menzies e Edgar G. Ulmer em science-fictions. Nunca o Rio de Janeiro funcionou tão bem em cinema. Valorizado por uma excelente fotografia, sua beleza e suas características topográficas não são aqui apenas um pano de fundo turístico. A cidade se entrosa perfeitamente no contexto, dentro da atmosfera. E isso é devido ao requintado senso pictórico do realizador que obteve momentos belíssimos, de invulgar plasticidade. É o que atesta a brilhante sequência final do Corcovado (e que singular funcionalidade tem a estátua na trama!), como a morte de um dos personagens em uma praia de Copacabana, e toda a frenética, emocionante e "molinaresca" (como toda a montagem) perseguição de automóveis - a melhor feita até hoje em nosso cinema - bem como a hoje já antológica sequência do bondinho do Pão de Açucar, estupenda no efeito obtido e que, por sua imaginação e feitura, chega mesmo a superar alguns dos melhores lances de Alfred Hitchcock, coisa que poucos conseguem." S. (O Estado de São Paulo, s.d.)



Próximo filme:
A VINGANÇA DE CHICO MINEIRO (1978)


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